IMAGENS DRAMÁTICAS



Obtendo o resultado dramático desejado com imagens

Um filme ou vídeo de ficção narra-se com imagens, em planos. Essas imagens devem estar organizadas em um guia de filmagens que é o roteiro. O roteiro não é uma peça literária. Portanto não deve conter em sua narrativa diálogos de efeito, eruditos ou literários. As falas dos personagens devem ser coloquiais. Da maneira que as pessoas falam em seu dia a dia. Um bom roteiro não deve conter mais do que quarenta por cento da duração do filme. E por outro lado, quanto menos subjetivo for o filme, melhor. Um personagem não pensa, imagina ou acha nada. Se ele pensa, imagina ou deseja, vemos o seu pensamento em planos. Se aconteceu no passado ou tem uma premonição, esses fatos narrados em planos, se tornam concretos construídos com imagens. Tendo clareza disto nos preocupamos em saber quem narra a história. O personagem principal. Então assistimos uma história narrada na primeira pessoa. Todos os planos que transformarem as narrativas literárias do roteiro em planos visuais devem ser “vistos ou enquadrados “ do ponto de vista do personagem. O olhar da câmera é o ponto de vista do personagem e do espectador. Se for do ponto de vista do personagem coadjuvante, na 2ª pessoa narrativa, vamos ver e vivenciar tudo do ponto de vista deste personagem. Caso não sejamos nenhum dos dois, uma terceira pessoa, que não é o personagem principal nem o coadjuvante, mas está presente nas ações como voyeur, um terceiro ponto de vista, tudo será visto diferente. Toda essa compreensão anterior às filmagens se manifesta no momento da decoupagem do roteiro que é a transposição das ações em planos que facilitará ao diretor obter um bom material para a edição final. E o diretor e seu editor conseguirão obter o preciso resultado dramático e narrativo de cada plano, de cada movimento de câmera e de cada posicionamento do plano. Um roteirista que conhece e domina a linguagem dramática, quando arma uma trama de um roteiro o escreverá com frases que já exprimem ou pedem um determinado plano, sua posição e o seu movimento. Num roteiro claro, preciso e bem escrito cada frase corresponde a um plano. Em cinema, vídeo ou teledramaturgia não existem planos isolados. Em qualquer fraseado os planos devem se interligar. Através da dinâmica interna (a movimentação dos atores, animais e veículos em cena) ou externa  dos planos (que são os movimentos de câmera que conduzem o plano: travelling, gruas, panorâmicas e tilts), das figuras de linguagem que proporcionam a pontuação do fraseado visual (as fusões, as elipses, os fads, os congelamentos, as câmeras lentas ou aceleradas, o tempo real e o tempo dramático, as cortinas e etc). E no interior de uma sequência (que é o conjunto de cenas contadas numa locação ou cenário)deve haver uma escolha dos planos e dos movimentos em função da progressão dramática da cena. Se começamos com planos abertos e vamos fechando, empregando planos mais fechados ou vice versa. Antes de decupar um roteiro devemos ler compreendendo primeiro a trama, o sentido narrativo, os personagens e seu comportamento para realizarmos uma boa progressão dramática.                                                              

Jorge Monclar – Diretor de Fotografia

 








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